Open House Arquitectura de Lisboa 2025
- mendesestefanio
- 11 de mai.
- 7 min de leitura
Atualizado: 12 de mai.
Com o tema A Invenção de Lisboa, a 14ª edição é comissariada pela dupla de arquitectos Daniela Sá e João Carmo Simões.
O evento conta com uma lista de 72 espaços, 4 percursos urbanos, 21 visitas acessíveis, 11 actividades plus e 9 actividades dedicadas às famílias.
O acesso aos espaços é sem marcação, por ordem de chegada, com excepção de 5 espaços que já se encontram esgotados.

Sobre o Open House Arquitectura de Lisboa
Integrada na rede internacional Open House Worldwide, esta iniciativa, da qual fazem parte mais de 60 cidades em todo o mundo, tem como objectivo gerar conhecimento e acessibilidade ao património da cidade, através de visitas gratuitas a espaços emblemáticos e de reconhecido valor arquitectónico e/ou patrimonial.
Para trazer um olhar renovado a cada edição, convidamos uma equipa de comissariado que define o conceito e a selecção dos cerca de 70 espaços que estão de portas abertas durante o fim-de-semana do evento.
A par das Visitas aos espaços, o fim-de-semana oferece um Programa Paralelo que inclui:• Percursos urbanos a pé, desenhados e acompanhados por especialistas;• Actividades em diferentes formatos que enriquecem a visita a alguns espaços (Plus);• Desafios e oficinas para crianças, público mais jovem e famílias (Júnior).
Para além do fim-de-semana, ficam disponíveis:• Passeios sonoros, concebidos e narrados por pessoas convidadas, que podem ser ouvidos em plataformas de podcast ou descarregar;• Um Atlas, no site em permanência, com informação sobre cada um dos espaços que já fez parte de um fim-de-semana Open House Lisboa, desde 2012 até hoje, a que se pode aceder entre Junho e Abril.
Como Funciona o Open House Arquitectura de Lisboa
Acesso às visitas
O acesso aos espaços é SEM MARCAÇÃO, POR ORDEM DE CHEGADA, salvo nas excepções assinaladas.
As marcações ficam disponíveis no dia 2 de Maio às 10h00. No menu dos filtros (símbolo lupa), clique no campo “marcação” para perceber quais os espaços que requerem marcação prévia. Para efectuar a sua marcação deverá seleccionar o espaço pretendido e, na ficha do espaço, clicar no botão “Marcação”.
Formatos de visita
– Livre: o público pode circular livremente no espaço, sem acompanhamento;– Pelo voluntariado: visita ao espaço com formação de grupos, orientada pela equipa de voluntariado;– Por especialista: visita ao espaço com formação de grupos, comentada pela autoria do projecto ou por especialista convidado;– Acessíveis: visitas pelo voluntariado ou especialista que são adequadas à participação de pessoas com limitações sensoriais ou outras necessidades específicas.
Acessibilidade ao Open House Arquitectura de Lisboa
Para mobilidade condicionada, em INFORMAÇÕES GERAIS, existe a indicação se o espaço tem acesso total, parcial ou inexistente a cadeira de rodas. A indicação de acessibilidade parcial adverte que algumas zonas em visita apresentam barreiras físicas no acesso.
Para visitantes com limitações sensoriais ou outras necessidades específicas, o programa contempla visitas acessíveis, adequadas às diferentes pessoas. Nos espaços em que estas existem, as informações e horários encontram-se na ficha do espaço, em VISITAS. A selecção é feita em parceria com a Locus Acesso, que também sensibiliza a equipa de voluntariado.
Pessoas surdas – visita por especialista com interpretação em Língua Gestual Portuguesa (LGP) com acesso por ordem de chegada;
Pessoas cegas ou baixa-visão – visitas a vários espaços por voluntariado Soprador de Imagens, sensibilizado para descrever os elementos físicos e características visuais do edificado. Em alguns locais existe material táctil para exploração autónoma;
Pessoas com neuro-divergências, limitações cognitivas, famílias com bebés e séniores – visita Relax, com recurso a discurso ajustado e ritmo descontraído, com acesso a espaços exteriores.
Inscrição para visitas por Soprador de Imagens, visita Relax ou com LGP, até ao dia 9 de Maio
Programa Paralelo ao Open House Arquitectura de Lisboa
Percursos Urbanos
Percursos a pé pelo exterior, desenhados e guiados por especialistas de diferentes áreas, com duração aproximada de 1h30. Plus
Programa de actividades gratuitas, promovidas pelos espaços participantes, colectivos ou outros agentes culturais, que a cada edição se apresentam em diferentes formatos: exposições, workshops, debates, concertos, entre outros.
JúniorPrograma de actividades gratuitas, dirigidas às crianças e ao público mais jovem, com propostas lúdico–pedagógicas para, em família, descobrir a arquitectura e a cidade através de visitas desafiantes, passeios, jogos ou oficinas.
História do Open House Arquitectura de Lisboa
Fundada em 1992 por Victoria Thornton, a rede Open House Worldwide conta hoje com quase 60 cidades por todo o mundo, como Londres, Nova Iorque, Buenos Aires, Lagos ou Seul, com cerca de dois milhões de visitantes só no ano de 2019.
Em Lisboa, desde 2012 que a Trienal torna espaços de diferentes naturezas acessíveis ao público: monumentos, teatros, casas privadas, escolas ou igrejas, criando oportunidades para descobrir os locais que demonstram o papel decisivo da arquitectura na vida das pessoas e exemplificam o valor do património edificado. Em 2015 e 2016, a Trienal lançou ainda o Open House Porto envolvendo a Casa da Arquitectura. Sempre à procura de novas formas de experienciar a cidade, o OHL 2020 estreou um novo formato, propondo uma reinterpretação da capital com passeios sonoros guiados pelo imaginário de lisboetas muito especiais. Em 2021 e 2022 o OHL navegou até à margem sul do Tejo e alargou o território a Almada.
Organização
A Trienal de Arquitectura de Lisboa organiza o OHL desde a primeira edição e em parceria com a EGEAC desde 2015.
A Trienal é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 2007, dedicada a promover a investigação, encorajar o debate e inspirar a transformação através da arquitectura. A cada três anos, realizamos um grande fórum de discussão, reflexão e divulgação que cruza fronteiras disciplinares e geográficas. Organizamos também os ciclos de conferências de arquitectura e eventos no pólo cultural onde estamos sediados — o Palácio Sinel de Cordes.
Torre do Tombo
Este arquivo nasceu no Castelo de São Jorge, numa torre com este nome até hoje. Actualmente, junto ao grande centro de investigação que é a Cidade Universitária de Lisboa, o Arquivo Nacional Torre do Tombo (ANTT) ocupa uma área de 54.900 metros quadrados divididos em três áreas principais: arquivo e investigação, actividades culturais, e serviços administrativos. Popularmente referido apenas como Torre do Tombo, é uma unidade orgânica nuclear da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas que se constitui como arquivo central do Estado Português desde a Idade Média, tendo os seus primeiros Guarda-Mores sido, também, Cronistas-Mores do Reino. Com mais de 600 anos, é uma das mais antigas instituições portuguesas activas. O edifício foi classificado, em 2012, como Monumento de Interesse Público.
Morada Alameda da Universidade de Lisboa
Transportes Públicos Autocarro: 731, 735, 738, 755 Metro: Cidade Universitária




Biblioteca Nacional de Portugal
Há mais de 50 anos que este edifício público, marcante para a construção do conhecimento, é lugar de recolha, protecção e disponibilização do património bibliográfico português. A funcionalidade e a lógica da sua organização espacial — baseada nos movimentos do leitor, do livro e dos funcionários enquanto circuitos fechados — permanecem actuais. Daciano da Costa definiu o mobiliário, a iluminação e os materiais dos principais espaços interiores. Entre várias intervenções artísticas, Guilherme Camarinha concebeu a tapeçaria da Sala de Leitura Geral e Leopoldo de Almeida realizou os baixos-relevos da fachada principal.
MoradaCampo Grande, 83
Transportes Públicos Autocarro: 701, 736, 783, 798 Metro: Entrecampos





Panteão Nacional
Elemento de referência no perfil da cidade, ocupa o edifício originalmente destinado à igreja de Santa Engrácia, com primeira pedra lançada em 1682, sendo considerado o primeiro monumento barroco no país. As obras perduraram tanto tempo que originaram a expressão popular “obras de Santa Engrácia” para designar algo que nunca mais acaba. O edifício, já destinado a Panteão Nacional, só foi concluído em 1966, quando se terminou a cobertura do espaço com dupla cúpula moderna em betão, revestida a pedra lioz. Uma vez terminado, o intuito foi acolher os túmulos de grandes vultos da história portuguesa. A fachada principal da igreja concilia exemplarmente a novidade do barroco italiano com a prática arquitetónica mais notável de Portugal. Na galilé, deparamo-nos com os três portais, animados por um trabalho decorativo de grande relevo, atribuído ao escultor francês Claude Laprade.
Morada Campo de Santa Clara
Transportes Públicos Autocarro: 10B, 12E, 13B, 28E, 706, 728, 735, 759, 794 Metro: Santa Apolónia


Mosteiro de São Vicente de Fora
Um dos mais belos exemplos maneiristas da presença espanhola em Portugal, é, a par do Convento de Santos-o-Novo, testemunho da arquitectura monumental do chamado Século de Ouro espanhol. Com início em 1582, durante o reinado de D. Filipe I, só foi concluído já no reinado de D. Filipe III, quarenta anos mais tarde. De planta longitudinal e nave única, a igreja define-se numa sequência rítmica com pequenas capelas comunicantes. A fachada sobressai pelas linhas sóbrias depuradas e no interior merecem destaque os painéis de azulejaria relativos a fábulas de La Fontaine e o altar barroco. O antigo convento é hoje sede do Patriarcado de Lisboa, Panteão da Família Real da Casa de Bragança, Panteão dos Patriarcas e núcleo museológico. Dos seus terraços é possível desfrutar de uma vista panorâmica sobre a cidade e o rio Tejo.
Morada Largo de São Vicente
Transportes Públicos Autocarro: 28E, 734, 797 Metro: Santa Apolónia

Palácio Sinel de Cordes
O Pólo Cultural da Trienal já teve muitas vidas. Construído como residência aristocrática, partilha as características palacianas com o vizinho Palácio dos Marqueses do Lavradio, sede do Supremo Tribunal Militar. No século XIX acrescentou-se a balaustrada e estátuas neoclássicas que encimam a fachada, mas é ao entrar que se encontram as maiores alterações, como a decoração neogótica da escadaria. O século XX também deixou as suas marcas, sobretudo enquanto albergou a Delegação de Itália, quando sofreu um grande incêndio. Foi mais tarde escola primária e depois abandonado. A reabilitação em curso valoriza o património e salvaguarda a memória que representa para a comunidade. A intervenção retira elementos discordantes e introduz subtilmente camadas a este palimpsesto que realça a sua história e a identidade.
Morada Campo de Santa Clara, 145
Transportes Públicos Autocarro: 12E, 28E, 712, 758, 735, 759 Metro: Santa Apolónia
Galeria Quadrum
Este complexo moderno, feito de raiz, integra dois blocos interligados em L com cinquenta ateliers, com dois e três pisos em cada um dos lados. Inicialmente, os ateliers destinados à criação artística contemplavam pintura e cerâmica, mas hoje integram artistas das artes visuais e do cinema. A Quadrum surgiu da visão de Dulce d’Agro, uma das mais relevantes galeristas do país e responsável pela gestão do espaço até meados dos anos 90, recordado como importante local de promoção dos mais diversos experimentalismos, sobretudo entre 1974 e o início da década de 80. Desde 2010, é gerida e programada pelas Galerias Municipais, sob direcção da EGEAC, mantendo a missão de divulgação da arte contemporânea.
MoradaRua Alberto Oliveira, 52
Transportes Públicos Autocarro: 701, 727, 735, 736, 738, 744, 755, 767, 783 Metro: Alvalade, Entre campos, Roma Comboio: Roma-Areeiro













